A falta de sinal de internet e de telefone nas pequenas cidades dificulta não só a vida dos jovens, mas também o desenvolvimento de pequenas empresas, cooperativas e associações, além de agravar as estatísticas de analfabetismo digital. O acesso à internet é comprovadamente um fator importante para a economia de um país.

Enquanto que nas grandes cidades brasileiras somos rodeados por internet de alta velocidade e uma vida regida por bytes e conectividade, as pequenas comunidades que estão localizadas em regiões remotas ficam à margem e ainda “caçam sinal” como se estivessem nos anos 90.

E quem são essas pequenas comunidades? Áreas de difícil acesso, populações ribeirinhas que juntas formam vilarejos de 10, 15 famílias. Pequenas cidades isoladas em ilhas, como Melgaço, no Arquipélago de Marajó, no interior do Pará. Ou São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste do Amazonas. A Ilha das Peças no litoral norte do Paraná. São apenas 3 exemplos de cidades cujo problema da conectividade está ainda longe de ter uma solução.

O gigantismo do Brasil é visível a todos os brasileiros: é o quinto maior país do mundo e possui uma área com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados. Dentro dele, ainda encontramos muitos universos, diferentes culturas e povos bastante divergentes.

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Nos últimos anos, a tecnologia de satélite possibilitou a comunicação em áreas remotas mas, muitas vezes, o custo dos equipamentos e as taxas de chamadas tornavam a operação muito cara.

Em 2014 a Google lançou o Projeto Loon, ainda em fase de testes, que é uma rede de balões que viajam na borda do espaço, com o objetivo de estender a conectividade à Internet para pessoas em áreas rurais e remotas em todo o mundo. Foram feitos testes no estado do Piauí, nas cidades de Teresina e Campo Maior. A escolha foi feita por necessidade regional: apenas 27% das cidades do Nordeste tem acesso à internet (é o pior índice do Brasil). Em Campo Maior, apesar de haver internet na área central, a área rural não tem.

O Ministério da Educação (MEC) lançou no final de junho deste ano (2017), em Recife, o Programa Nordeste Conectado, que irá interligar com banda larga instituições federais de educação e pesquisa à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) nas capitais e no interior do Nordeste. O programa pode atingir 12,6 mil escolas públicas distribuídas pelos nove estados da região, possibilitando o acesso a uma rede cuja velocidade chega 100 Gbps.

E A FIBRA ÓPTICA?

O governo brasileiro, buscando minimizar os efeitos da falta de conectividade nas pequenas cidades, lançou em 2016 o programa “Banda Larga para Todos”, cujo objetivo é democratizar o acesso à internet a uma velocidade média de 25 Mbps por meio da ampliação da cobertura da rede de fibra óptica para 70% dos municípios brasileiros até 2019, beneficiando 95% da população brasileira.

Dentro deste contexto, a ampliação da rede de fibra ótica terrestre é uma das possibilidade de oferecer conectividade as cidades afastadas. Para 2017 está prevista a instalação de 8 mil quilômetros de fibra ótica subaquática nos leitos dos rios da região amazônica.

Assim sendo, o programa beneficia não apenas a população, mas também as fábricas de equipamentos para banda larga e os pequenos provedores, pois as grandes operadoras estão concentradas nas grandes cidades, deixando as pequenas cidades de lado, gerando uma demanda ideal a ser suprida pelos pequenos provedores.

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Fontes:

Galileu

Teletime

Portal Brasil